Eu, Marina, Gabi, Bruno, Stephanie, Márcia e o Pedros decidimos ir para os Lençóis Maranhenses para fugir da folia no Carnaval. Não estávamos com muitas expectativas em encontrar as lagoas cheias, pois o período de chuvas se concentra entre o fim de dezembro e maio, sendo que o melhor período para fazer a travessia é de junho a setembro. Mesmo assim, com a passagem já comprada, achamos que valeria a pena arriscar e passear pelo local, mesmo sem lagoas.

A travessia pelos Lençóis Maranhenses consiste em aproximadamente 60 km de caminhada na areia, dormindo dentro do parque nas casas de nativos que se adaptaram para receber os turistas. Seriam quatro dias andando dentro da reserva, por locais onde é proibida a circulação de veículos, exceto para os que vivem na região que costumam usar quadriciclos para a locomoção. Passaríamos por Barreirinhas, Atins, Baixa Grande, Queimada dos Britos e Santo Amaro.

mapa-lençóis-maranhenses

Para fazer esta trilha é necessário ter um guia nativo da região, pois o percurso modifica a cada período em função das condições climáticas. Escolhemos Carlos Queimada, que por e-mail rapidamente nos respondeu e enviou o trajeto bem definido. Posteriormente, nosso contato ampliou e estávamos tirando nossas dúvidas por meio do Whatsapp. Optamos pelo pacote com tudo incluído: transportes, redes nas casas que iriam nos hospedar e refeições. Recebemos instrutivos e engraçados áudios com sotaque bem característico: “Bom dia, minha patroa!!”. Já tínhamos lido sobre ele em alguns outros blogs e o preço estava muito bom para o grupo, então fechamos com muita antecedência.

O ideal é levar uma mochila bem pequena, para facilitar a caminhada. Você vai precisar de uma calça e uma blusa para caminhar, de preferência de manga longa por causa do sol, chapéu, lanterna, protetor, repelente, óculos escuros, lanches para comer no caminho e um calçado para areia. Experimentamos de tudo: meias, sandálias, tênis, havaianas, sandália com meia e pé descalço. O que mais me agradou foi a sandália esportiva com meia, que ajuda a caminhar na areia e afundar menos o pé que os demais. A meia é boa para evitar machucar  com a areia os locais que ficam roçando o tempo todo no calçado. Como vai ter água em muitas parte do trajeto, o tênis não é recomendado, a não ser que você queira perder tempo tirando e colocando ou não se importe de molhá-lo.

Chegamos ao aeroporto de São Luís e aguardamos pela van que nos levaria até Barreirinhas, que é uma das principais portas para entrada do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, a 260 km da capital. Entramos em contato com o Jorge, da empresa Levatur, que cobrara o valor de R$ 50,00 para fazer o trajeto. Ele nos buscou pontualmente às 04:30, mas o trajeto foi um pouco tenso, pois em vários momentos os motorista fez algumas ultrapassagens fora do local permitido. Às 7:30, chegamos em Barreirinhas para encontrar com nosso guia e começar a travessia.

Roteiro:

Dia #1: Chegando ao Canto do Atins

Da #2: Do Canto do Atins até Baixa Grande

Dia #3: De Baixa Grande à Queimada dos Britos

Dia #4: Dos Britos até Santo Amaro

Contato do Carlos: (98) 98734-0615 e carlosqueimada@hotmail.com.

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